HÁ FOME – NO PAÍS DE RIQUEZAS

É difícil imaginar que há fome no País de riquezas e de tantas, de terras férteis; mas, enquanto palavras possam expressar inverdades, esses, os números não mentem, 7 milhões de pessoas no Brasil passam fome.

Quando falamos fome, não queremos apontar apenas, falta de arroz, feijão e pão, mas da alimentação de forma precária, com falta de vitamina, calorias, cálcio, enfim os complementos alimentares importantes para o corpo humano.

Sabemos que em algumas regiões do Brasil a escassez de alimentos se dá por falta de chuva, consequentemente o clima seco, já em outros lugares as inundações, as pragas, etc. E os problemas estruturais de forma geral.

Nessas regiões, a renda normalmente é baixa, a pobreza e o analfabetismo contribuem para piorar a situação.

Mais nada se compara as causas humana; como: a instabilidade política; a má divisão da renda e as desigualdades humanas

O não saber juntamente com a falta de informação para usar os recursos naturais, o fato da concentração da produção agrícola, onde a maior parte fica nas mãos de poucos, aumentando a desigualdade de renda.

O Brasil é um país de aparências, há fome no país de riquezas e estão sempre tentando esconder a sujeira debaixo do tapete; esquecendo-se das verdadeiras necessidades.

Podemos citar os exemplos dos megas eventos como a Copa do mundo, Olimpíadas com gastos exorbitantes, mascarando a realidade do País, “como coisas para inglês ver”.

A desnutrição e a pobreza das pessoas em situações de vulnerabilidade é uma cruel realidade.

A crise do País e o descaso das autoridades agrava a situação de convivência da insegurança alimentar; estudos apontam que não é falta de alimento ou potencial para produção de alimentos e sim falta do acesso; ausência de uma distribuição coerente.

 

A RESPONSABILIDADE NO BOM USO DOS ALIMENTOS

Existe um vilão na questão da fome no Brasil, do qual somos responsáveis: “questão do desperdício, do mal uso dos nossos alimentos.

A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) divulgou o relatório “O estado da segurança alimentar e nutricional no mundo”: “que 30% da produção agrícola é desperdiçada e a adoção de um modelo de consumo consciente deve passar por todas as esferas, tanto na nossa casa como nas grandes empresas e centros de distribuição etc.”.

 

Uma boa parte da população deixam suas cidades natais para morar nas grandes metrópoles, sonhando com uma vida melhor, emprego, praticidade, estudos e acabam piorando suas vidas, indo morar de aluguel, em comunidades, e muitas acabam habitando as ruas; sendo que no interior em sua agricultura familiar havia uma qualidade de vida bem melhor e fartura na mesa.

Na cidade grande é preciso ter o dinheiro nas mãos para ter os alimentos; que tinham na roça, onde plantavam e colhiam seus alimentos por mais simples que fossem, esses alimentos eram naturais.

A boa notícia é que o Brasil vem assumindo o seu papel em relação às ações de combate com os programas de políticas públicas; que só precisam ser tratados de forma responsável e contínua.

Como o fome zero, o Desenvolvimento Agrário, incluindo os temas da Reforma Agrária, o Incentivo à Agricultura Familiar, a Pesca Artesanal e até Assistência Humanitária Internacional.

Vamos aumentar nossas esperanças; conscientizando nossa população que “ainda há fome no país de riquezas, porém, “há fome de transformação” e um povo que não desisti jamais!

 

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