COMBATER O ABUSO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA – DEVER DE TODOS

O abuso na infância e Adolescência, está disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente Lei 8069/90, na maioria das vezes visado apenas como agressão física, escondidos diversos outros casos tais como: gravidez na adolescência, casamento infantil, trabalho escravo com menores e muitas outras coisas que são consideradas Abuso contra crianças e adolescentes.
Segundo a Organização das Nações (ONU); o Brasil tem o maior número de casamentos infantis da América Latina é o 4° mais alto do mundo, são mais de 3 milhões de jovens de 20 a 24 anos que tiveram matrimônio formalizado antes da maioridade, isso somente no Brasil, no mundo este número se estende mais de 15 milhões de casamentos, onde as noivas tem menos de 18 anos.

Estes números aumentam sucessivamente, incluso na cultura de alguns países, esse abuso justificável por religiões, encontramos crianças de 12 anos, sendo entregues ao matrimonio para homens de 50 anos.

O casamento infantil é um dos principais responsáveis quando o assunto é Abuso na Infância e Adolescência, logo após o casamento vem a gravidez, que para a menor gera um trauma, físico e psicológico, inclusive casos de infertilidade na criança que gerou um filho prematuramente.

Na maioria das vezes, nessa violência velada; não houve posteriormente, a opção de escolha por se evitar uma gravidez precoce; muito menos o diálogo, acredita-se que as meninas violada na sua infância, nem se quer compreende o ato sexual e mesmo assim, passa a ter uma vida sexual pelo fato de já estar casada.

Os dados da ONU; apontam que essa gravidez é responsável por cerca de 30% das mortes maternas no Brasil; e apenas 45% das meninas continuam a sua educação depois do ensino fundamental.

Na semana do dia 20 de Maio de 2016 o Município de São Paulo, promoveu o Dia Contra o Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes no Parque Ibirapuera com oficinas e atividades abertas de conscientização que contou com a parceria da UNESCO no Brasil; atualmente comemorada no dia 18 de março, onde continuam com as oficinas, entre outras novas atividades.

Para que o resultado venha trazer mais vantagens à sociedade, teria que aumentar ainda mais, expandir a conscientização a fins de abranger toda a sociedade brasileira.

As Crianças e Adolescentes precisam de mais diálogos, em casa com seus pais e responsáveis, e em seus grupos e núcleos sociais.

Os governantes tem a total obrigação de implantar novas formas de conscientização, sejam elas em lugares públicos, escolas e etc.

Existe uma necessidade de atenção sumária para nossos menores; no entanto, os pais precisam ficar em alerta para a questão de seus filhos homens também, a mídia enfatiza a questão da gravidez na adolescência,  e acabam não dando a devida importância para as Crianças e Adolescentes do sexo masculino, que segundo a Agência do Brasil (EBC), 16,52% das vítimas são meninos, os números são menores, porém, aumenta de forma silenciosa.

O combate à violência a criança e ao adolescente precisa ser levantada como uma bandeira de todos, num só propósito, exterminar essa mal que assola nossa nação e o mundo.

Podemos dar um basta neste tipo abuso, participando ativamente, leve seus filhos as oficinas, alerte-os em casa. Denuncie!

Combater essa terrível realidade de abusos é um dever de todos.

Você pode denunciar no conselho tutelar, delegacias especializadas, polícias militar, federal ou rodoviária e ligue para o Disque 100.

Lembre-se que sua denúncia pode ser feita de forma anônima.

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